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00h23min, Terça-feira, 22 de Maio de 2012
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"Um povo de cordeiros sempre terá um governo de lobos".

Joaquim Domingos Roriz

De Corruptopedia

Roriz, como é conhecido, é um político do Distrito Federal bastante influente na sua região e no entorno de goiás.

Tabela de conteúdo

[editar] Lista

Lista de suas realizações

[editar] CPI do Orçamento

Arquivo:JoaquimDomingosRoriz.jpg
Joaquim Domingos Roriz

A CPI do Orçamento realizada entre 93 e 94 concluiu pela suspeita de que o então governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, cometeu irregularidades na gestão nos recursos públicos. O relatório final afirma que Roriz tinha movimentações financeiras incompatíveis com seus rendimentos, omitia parte de seus bens da Receita Federal e que muitas denúncias não foram investigadas por falta de tempo. Uma das pessoas não ouvidas foi o ex-capataz de Roriz, dono de uma conta milionária do Banco do Progresso. Na época, o capataz disse em depoimento à Polícia Federal, que a conta era usada para fazer pagamentos de boiadas adquiridas por Roriz e que ele próprio assinava os cheques. O ex-capataz procurou depois a imprensa para contar uma história bem diferente. "Joaquim Roriz me pediu para mentir", afirmou. Segundo o relato, Roriz ordenou que se escondesse numa fazenda, para não ter de depor e que em pouco tempo tudo se resolveria. Três anos depois da CPI, o capataz diz que está desempregado, com o nome sujo onde mora, e completamente endividado. Munido de um calhamaço de documentos, o ex-capataz relata que não era ele quem assinava os cheques e que o dinheiro da conta pertencia a Roriz. Um dos papéis é a cópia de um cheque em nome do capataz, e um comprovante de depósito no mesmo valor do cheque, inclusive os centavos, feito em nome de Joaquim Roriz. O ex-capataz afirma que a assinatura que endossou o cheque é falsa. Duas assinaturas feitas em um pedaço de papel, a pedido de ISTOÉ, são totalmente diferentes da que o ex-capataz apresenta como sendo a do endosso do cheque.

Fonte: Site da Revista Istoé - http://www.istoe.com.br - 15/01/97

[editar] Contratação de Familiares

Arquivo:CapaRevista Veja Ed1636.jpg
Capa da Revista Veja Edição 1.636 - 16/2/2000

Contratou 20 familiares, entre irmãos, primos e sobrinhos dele e da mulher, pagos com o dinheiro público.

Fonte: Revista Veja - 16/02/2000

[editar] Polícia de Roriz mata dirigente

Arquivo:Policia de roriz mata servidor.jpg
Roriz trata a greve em Brasília como caso de polícia.

No dia 6 de outubro de 2000, a Polícia Cívil do governador Joaquim Roriz fez mais uma vítima: o diretor do Sindicato dos Servidores e Empregados do GDF, Gilson da Silva Rocha. Ele era militante do PSTU e foi morto a tiros, quando participava de um piquete na greve de sua categoria.

A linha do governo Roriz de tratar as greves como caso de polícia, tem como objetivo intimidar os trabalhadores e aplicar no Distrito Federal a ferro e fogo, a política econômica do governo FHC. O assassinato de Gilson somava-se ao do jardineiro José Ferreira, morto em conseqüência de uma ação repressiva da polícia, em dezembro de 1999, durante manifestação na porta da Novacap, em Brasília. Ninguém foi punido.

O PSTU exigiu uma investigação independente, conduzida por fora das instituições policiais e do governo do Distrito Federal e a punição dos responsáveis, fossem eles executores ou mandantes do crime.

Fonte: Jornal Conquista - Ano IV - Nº 52 Dezembro de 2000 - http://www.cutrj.org.br

[editar] Caso Qualix (antiga Enterpa)

Arquivo:BelaCap e Qualix contrato em 1999.jpg
A partir do contrato entre Belacap e a Qualix, em 1999, o Ministério Público identificou um grande aumento no patrimônio de Luiz Antônio Peres Flores (primo da mulher de Joaquim Roriz), de seus filhos e de seu assessor especial, Divino Barbosa Cintra. Nas contas-corrente foram descobertos depósitos em dinheiro vivo de 2 milhões de reais, além de propriedades rurais em vários municípios goianos

Em 1999, quando foi eleito pela segunda vez para o governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz foi alvo de novas denúncias. Ele foi acusado de inaugurar um esquema de desvio de recursos públicos com o objetivo de abastecer as malas que deveriam alimentar sua perpetuação no poder. Um dos maiores foi com a empresa de limpeza Qualix, contratada pela Belacap (Serviço de Ajardinamento e Limpeza Urbana do Distrito Federal), autarquia responsável pela conservação de Brasília.

Os pagamentos feitos até junho de 2005 pela Belacap ultrapassaram a casa dos 522 milhões de reais, sendo que o contrato inicial era de 355 milhões de reais. A expressiva vantagem acrescida nos pagamentos é explicada pelos sucessivos termos aditivos aceitos pela Belacap.

No início de 1999, a Belacap, sob o comando de Luiz Antônio Peres Flores e com Divino Barbosa Cintra como assessor especial, cancelou os contratos com as outras empresas que prestavam o serviço e fez um contrato emergencial com a Enterpa, antiga denominação da Qualix. Luiz Flores e Divino são velhos amigos de Roriz, desde a época em que o chefe foi interventor na Prefeitura de Goiânia. “Um detalhe mostra como foi feito o negócio entre o governo do Distrito Federal e a empresa. O preço da tonelada de lixo coletado e transportado era de 16,30 reais. Acontece que isto representava apenas o aluguel dos caminhões e motoristas, pois os coletores (trabalhadores que vão atrás dos caminhões recolhendo o lixo) eram fornecidos pelo governo. Depois da licitação, o preço pulou para 38,50 reais”, consta do relatório do Ministério Público. O valor que o governo do Distrito Federal passou a pagar era o dobro de um dia antes, no contrato emergencial. Como se não bastasse isso, os promotores conseguiram provar em juízo que os valores eram substancialmente superiores aos cobrados em outras capitais.

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